Flamengo Apresenta Resultados do Terceiro Trimestre de 2025
O Flamengo divulgou o balancete referente ao terceiro trimestre de 2025, revelando um panorama inédito de estabilidade financeira. O clube alcançou o maior nível de geração de caixa da sua história, ao mesmo tempo em que reduziu significativamente seu endividamento e fortaleceu seu patrimônio, especialmente com a consolidação da operação do Maracanã. A combinação desses fatores coloca o Flamengo em uma posição de solidez financeira.
Comparativo com 2024
Em contraste com 2024, que foi marcado por um aumento da dívida líquida e uma diminuição do caixa, a atual gestão se destaca pelo controle de receitas estáveis, diminuição de despesas e expansão patrimonial.
Resultados Financeiros
Entre janeiro e setembro de 2025, o Flamengo registrou um Ebitda consolidado de R$ 606 milhões, mais que o dobro do total obtido em 2024. O Ebitda é um indicador importante que mede a geração de caixa proveniente das operações principais do clube, antes da consideração de juros, impostos e amortizações.
O relatório também evidencia o Ebitda recorrente, que leva em conta apenas as receitas e despesas operacionais, excluindo transferências de atletas. Esse valor alcançou R$ 278 milhões até setembro, apresentando uma margem operacional de 27,9%, aproximadamente 10 pontos percentuais acima do mesmo período do ano anterior.
Fatores de Crescimento
O crescimento observado em ambos os índices é atribuído a três fatores principais:
- Maior Rentabilidade na Operação do Maracanã
- Aumento das Receitas Comerciais
- Eficiência nas Despesas Administrativas
Redução da Dívida
No mesmo período, o Flamengo conseguiu reduzir sua dívida operacional líquida de R$ 327 milhões para R$ 114 milhões, uma redução de R$ 213 milhões. Este montante representa a diferença entre as obrigações do clube e o que possui em caixa ou a receber. Quanto menor esse saldo, mais saudável se torna a situação financeira do clube. Além disso, o capital circulante, que havia encerrado em situação negativa em 2024, tornou-se positivo, proporcionando recursos suficientes para o cumprimento das obrigações de curto prazo.
Fla-Flu e a Gestão do Maracanã
A Fla-Flu Serviços S.A., empresa constituída em parceria com o Fluminense para a administração do Maracanã, passou a desempenhar um papel direto no balanço do Flamengo. Aproximadamente R$ 41 milhões do caixa total do grupo estão sob gestão da empresa, que é responsável pela operação do estádio.
O contrato de concessão do Maracanã foi adicionado às contas do clube como um ativo de valor, que será amortizado ao longo de 20 anos. Essa estrutura transforma o Maracanã em um ativo de longo prazo com valor econômico mensurável no balanço do clube.
Lucratividade do Estádio
Na prática, o estádio começou a apresentar lucro. O balancete do terceiro trimestre do Flamengo demonstra um aumento nas receitas de matchday, que incluem bilheteiras, camarotes e estacionamento, além de uma redução nos custos operacionais associados às partidas. As medidas implementadas diminuíram as despesas de mais de R$ 965 mil por jogo para uma média entre R$ 647 mil e R$ 755 mil.
Essa mudança elevou a rentabilidade por jogo e foi crucial para o aumento do Ebitda. O clube conseguiu aumentar sua margem sem elevar consideravelmente o preço médio dos ingressos, mesmo com ajustes e mudanças no sistema de meias-entradas. O resultado reflete a otimização da ocupação e dos serviços oferecidos.
O relatório também menciona ganhos de eficiência no uso das estruturas internas do estádio, que passaram a gerar novas fontes de receita. O resultado líquido da Fla-Flu no período foi positivo e contribuiu diretamente para o caixa consolidado, que alcançou R$ 266 milhões. Esse valor representa um crescimento de R$ 174 milhões em relação a dezembro de 2024, reforçando a importância estratégica do Maracanã na estrutura financeira do Flamengo.
Valorização do Ativo Intangível
Outro ponto importante do balancete é a valorização do ativo intangível, que abrange os direitos econômicos de atletas e contratos de longo prazo com potencial de retorno. Este índice cresceu de R$ 782 milhões para R$ 983 milhões, um aumento de R$ 200 milhões em apenas nove meses.
De acordo com o relatório, o crescimento está vinculado ao conjunto de contratações realizadas em 2025 e à inclusão da concessão do Maracanã. O clube considera esse ativo como um dos pilares de sua estratégia patrimonial, que busca equilibrar valor esportivo e financeiro.
Participações Societárias
O balanço também revela um aumento significativo nas participações societárias, que cresceram de R$ 2,4 milhões para R$ 11,5 milhões. Isso demonstra a ampliação da estrutura empresarial do clube, que agora conta com novas áreas de atuação e parcerias estratégicas. A diretoria atribui esse crescimento à expansão de negócios relacionados a marketing, conteúdo e licenciamento.
Caixa e Dívida
O Flamengo conseguiu equilibrar altos investimentos em atletas com uma melhoria na sua liquidez. As contas a receber praticamente dobraram, passando de R$ 76 milhões para R$ 158 milhões, enquanto o caixa consolidado cresceu quase 190%. Além disso, o clube possui R$ 278 milhões a receber por direitos de jogadores negociados.
Esses números demonstram que, além de reduzir dívidas, o clube reforçou os recursos disponíveis para cumprir obrigações imediatas e ainda mantém espaço para novos investimentos. O balancete do terceiro trimestre enfatiza que o fluxo de caixa positivo oferece segurança diante de possíveis atrasos de receita.
Nível de Endividamento
Atualmente, a dívida líquida do Flamengo representa apenas 12,1% de toda a arrecadação do clube nos últimos doze meses. Em outras palavras, a cada R$ 100 que entram no caixa, o clube deve cerca de R$ 12. Esse é considerado um nível positivo em comparação com parâmetros globais.
A relação entre dívida e geração de caixa também apresentou melhorias. Esse indicador, conhecido como alavancagem, caiu de 1,2 para 0,2, o que significa que o Flamengo é capaz de financiar seus próprios projetos com os recursos que gera.
Parte dessa melhora é atribuída à forma como o clube organiza os prazos de pagamento e recebimento. As contratações mais onerosas, como as de Samuel Lino e Emerson Royal, são pagas de maneira parcelada, enquanto grande parte das receitas provenientes da venda de jogadores é recebida de forma mais imediata.
Essa diferença nos prazos resultou em um saldo positivo de R$ 271 milhões na movimentação de atletas na temporada, mesmo com um total de R$ 599 milhões em investimentos. O relatório destaca que o clube continua investindo significativamente, mas dentro de um modelo que busca manter o equilíbrio financeiro no curto prazo.
Expansão Patrimonial e Diversificação de Receitas
Além das operações relacionadas ao futebol, o Flamengo está ampliando sua base patrimonial e diversificando suas fontes de receita. Os ativos disponíveis para venda diminuíram de R$ 81 milhões para R$ 67 milhões, em virtude da conclusão de negociações antigas e da decisão de manter apenas bens produtivos.
O imobilizado, que inclui sedes, instalações e estruturas físicas, aumentou de R$ 428 milhões para R$ 446 milhões. Isso confirma a continuidade dos investimentos em infraestrutura e em obras patrimoniais.
A diversificação também é visível nas receitas comerciais e sociais, que abrangem o sócio-torcedor, licenciamento de produtos e exploração de espaços publicitários. No conjunto, os números demonstram um clube capaz de investir e gerar lucro simultaneamente.
O Flamengo encerra o terceiro trimestre de 2025 com uma estrutura financeira sólida, previsível e menos dependente de resultados imediatos em campo. A projeção é alcançar R$ 1,8 bilhão de receita total, sendo R$ 1,3 bilhão recorrentes, o que representaria recordes absolutos no futebol brasileiro.
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