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Alerta no Flamengo: diretor da Betano antecipa término de contratos históricos e redução no mercado.

por Robson Caitano
Alerta no Flamengo: diretor da Betano antecipa término de contratos históricos e redução no mercado.

Contrato entre Flamengo e Betano

O contrato no valor de R$ 268 milhões entre o Flamengo e a Betano alcançou o teto do mercado atual. De acordo com o diretor da marca, Guilherme Figueiredo, os valores recordes que têm sido praticados na indústria estão com os dias contados. Em um cenário marcado pela pressão no Senado brasileiro em relação à publicidade das casas de apostas, o executivo prevê um ajuste que resultará na redução significativa dos montantes nas próximas renovações contratuais.

Exigências do Flamengo para a Renovação com o BRB

O diretor da Betano afirmou que o ciclo de crescimento desenfreado que caracterizou o mercado de apostas chegou ao fim. Ele acredita que o setor passará por um ajuste técnico que permitirá o retorno a patamares financeiros mais realistas. Ao comentar sobre o atual cenário de renovações contratuais, Figueiredo foi bastante claro:

"Seria uma surpresa muito grande [um contrato superior ao do Flamengo], acho difícil, ao menos no curto prazo. O Corinthians acabou de renovar o contrato por um valor maior, 150 milhões, e eu até parabenizei o diretor de marketing, disse que provavelmente ele fez o último grande contrato nesses valores com casas de apostas. A tendência é, sim, haver uma redução. É uma questão de ajuste de mercado."

Cenário de Gastos com Apostas

A proposta que tramita no Senado visa extinguir as campanhas publicitárias que dominam os intervalos comerciais, buscando conter o gasto mensal de R$ 30 bilhões dos brasileiros com apostas. Diante do risco de perder a vitrine que justifica o alto investimento em publicidade, as casas de apostas estão recuando em suas estratégias.

O cerco jurídico em torno da publicidade remove a vantagem de exclusividade que essas marcas tinham para realizar campanhas em massa. Sem a possibilidade de estampar suas marcas no uniforme dos jogadores "no momento em que o jogo acontece", o modelo de negócios das casas de apostas poderá passar por uma grande reformulação. Essa incerteza está empurrando o mercado de volta para uma realidade financeira semelhante à de anos anteriores.

Permanência das Bets no Futebol

Ao contrário de algumas marcas que passaram pelo Manto e deixaram o mercado, como Samsung e Fiat, Figueiredo ressaltou que as casas de apostas dependem do esporte para sua própria existência. O diretor enfatizou que a saída dessas empresas do futebol é improvável, mas o preço que será pago por elas mudará radicalmente:

"As bets não vão sair do futebol. Samsung, LG entraram e saíram; Fiat, Chevrolet, Parmalat, Caixa. As bets não têm como sair do futebol, porque nosso core business é o futebol e o esporte. Vai ter uma redução de valores, mas a chance dessas camisas serem ocupadas por casas de apostas continua muito grande, porque as casas precisam estar no momento que o jogo acontece."

Projeção de Valores para o Futuro

A projeção feita pela Betano é que os valores dos patrocínios voltem aos padrões observados em 2018, quando os contratos master giravam em torno de R$ 30 milhões. Essa mudança representaria uma queda drástica em relação ao faturamento que o Flamengo atualmente ostenta em seu uniforme:

"Repito, as bets vão continuar lá, vão seguir investindo e devemos ter uma média de 12 a 15 times da Série A patrocinados. Mas em valores mais próximos do que eram na realidade. Em 2018, os valores eram 25, 30 milhões de reais por ano."

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BetNacional

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