Flamengo divulga Relatório Anual de Atividades da Vice-Presidência Jurídica
O Flamengo divulgou, nesta quarta-feira, dia 7 de fevereiro de 2025, o Relatório Anual de Atividades da Vice-Presidência Jurídica. Este documento apresenta um balanço das ações realizadas pelo departamento ao longo do ano de 2025. O relatório reúne dados sobre processos judiciais, impactos financeiros e mudanças na forma como o clube lida com questões legais.
Resultados do Relatório
Segundo o relatório, assinado por Flávio Willeman, Vice-Presidente Jurídico, e Alexandre Rückert, diretor da pasta, o Flamengo encerrou o ano de 2025 com uma redução de 28% no número de processos judiciais e administrativos em andamento. Ao mesmo tempo, o clube diminuiu em R$ 26 milhões o valor reservado para cobrir possíveis perdas em decorrência dessas ações.
Na prática, isso significa que o Flamengo passou a enfrentar menos disputas na Justiça e, ao mesmo tempo, menos dinheiro foi separado no orçamento para o pagamento de condenações futuras. Em 2024, o clube mantinha R$ 95 milhões reservados para esses gastos. Ao final de 2025, esse valor foi reduzido para R$ 69 milhões.
A economia não representa um “ganho em caixa” imediato, mas indica que o Flamengo conseguiu encerrar processos, reduzir valores cobrados e reverter decisões que poderiam gerar prejuízos. Assim, parte do dinheiro que antes estava reservado como prevenção deixou de ser necessário e pode ser realocado no orçamento do clube.
Foco na Gestão Preventiva
Além da gestão do passivo, o relatório destaca que a atuação preventiva passou a ser uma prioridade para o departamento jurídico, que agora conta com maior controle sobre contratos, negociações e obrigações assumidas pelo clube. Essa estratégia visa reduzir o surgimento de novos litígios, minimizando assim o risco financeiro.
Queda no Número de Processos
De acordo com o documento, o Flamengo terminou 2025 com 628 processos em andamento, contra 873 registrados no final de 2024. Esses processos incluem disputas trabalhistas, cobranças financeiras e conflitos administrativos envolvendo o clube.
A redução no número de processos não ocorreu devido à diminuição de novas ações, mas sim por uma mudança na forma de gestão desses processos. O departamento jurídico realizou uma auditoria completa do passivo existente, incluindo processos que estavam sem acompanhamento estratégico e casos com valores considerados desproporcionais.
A partir desse diagnóstico, o Flamengo passou a classificar os processos de acordo com o risco financeiro e o estágio de tramitação, concentrando esforços nos casos que apresentavam maior potencial de impacto no orçamento. Essa abordagem incluiu a revisão de condenações elevadas, a apresentação de recursos em ações consideradas inflacionadas e a busca por encerramentos mais rápidos de processos.
Economia de R$ 26 Milhões e Redução do Risco Financeiro
Dentro da economia total de R$ 26 milhões, o relatório detalha vitórias jurídicas que foram consideradas estratégicas pela diretoria do clube. Um dos principais casos mencionados envolve um processo trabalhista movido por um ex-jogador, que apresentava um risco financeiro estimado em cerca de R$ 28 milhões para o Flamengo. Após a atuação do departamento jurídico, o cenário foi revertido, resultando em uma condenação final de R$ 66.487,35, um valor significativamente inferior ao inicialmente previsto.
Na esfera cível e tributária, o Flamengo obteve 14 sentenças de improcedência em ações movidas contra o clube, o que gerou uma economia superior a R$ 3,2 milhões. O relatório também destaca a atuação em uma execução movida pela Cosan, que preservou R$ 15 milhões do patrimônio, além de uma vitória no caso Best Football, que resultou em uma economia estimada em R$ 2,9 milhões.
Além disso, o departamento jurídico conseguiu suspender R$ 2,5 milhões em cobranças de IPTU, anular R$ 1,3 milhão em ISS e recuperar R$ 4,2 milhões em depósitos judiciais antigos, que retornaram ao caixa do clube.
Cobranças em Euro e Recuperação de Valores no Exterior
O relatório também destaca avanços em disputas fora do Brasil. O Flamengo informou que cobra mais de € 6 milhões (equivalente a R$ 36 milhões) de outros clubes em negociações internacionais e já garantiu o recebimento de € 2,7 milhões (aproximadamente R$ 16,4 milhões) nesses processos.
Além disso, o documento menciona o recebimento de € 679 mil (cerca de R$ 4,2 milhões) em uma decisão favorável na Fifa. Esses valores fazem parte de uma estratégia para recuperar recursos que o clube entende ter direito, visando reduzir prejuízos e fortalecer a posição financeira do Flamengo em disputas internacionais.
O relatório aponta que esses resultados são frutos de uma mudança de método no departamento jurídico, que passou a utilizar inteligência artificial como ferramenta. A tecnologia foi aplicada para mapear todos os processos, classificar as ações por risco e identificar casos com valores inflacionados ou baixa chance de perda.
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