Torcida do Flamengo vence projeto "Qual torcida canta mais alto?"
O jornal "O Globo" divulgou os resultados da segunda edição do projeto "Qual torcida canta mais alto?", que revelou a torcida do Flamengo como a grande vencedora em todas as quatro categorias avaliadas. Diferentemente do ano de 2024, quando os prêmios foram distribuídos entre quatro clubes — São Paulo, Fluminense, Vasco e Flamengo — a edição de 2025 demonstrou um domínio absoluto do Mais Querido. A medição foi realizada durante o Campeonato Brasileiro, evidenciando a força e a presença da torcida nas arquibancadas em jogos do Flamengo.
Como funciona a medição
Para a pesquisa deste ano, foi implementada uma mudança significativa que favoreceu a captação da pressão real que os atletas experimentam durante as partidas. Em vez de posicionar o decibelímetro nas arquibancadas, ele foi colocado atrás do gol, no gramado, próximo ao setor que costuma ser mais barulhento. Foram analisados 16 jogos dos mandantes com a melhor média de público da Série A, ocorridos entre outubro e dezembro. O pico de barulho gerado pela torcida do Flamengo foi registrado na partida contra o Red Bull Bragantino, realizada no Maracanã.
Números da torcida do Flamengo
A torcida do Flamengo liderou os rankings de média de pressão, pico máximo, minuto mais alto e tempo sustentado. A seguir, estão os dados impressionantes coletados durante as partidas:
Média de pressão: A torcida do Flamengo alcançou uma média de 95,1 decibéis ao longo de todo o jogo. Para se ter uma ideia do que isso representa, esse nível de barulho é comparável ao de um show de rock ou ao som de uma motocicleta ligada continuamente.
Pico máximo: O maior nível de barulho foi registrado no gol de Arrascaeta, no segundo tempo, quando o equipamento registrou impressionantes 114,9 decibéis. Esse volume se aproxima do limiar da dor humana e é similar ao rugido de um animal de grande porte a uma curta distância.
Minuto mais alto: Durante o período de 60 segundos de maior intensidade, a torcida manteve uma média de 109,3 decibéis, o que é comparável ao som de uma buzina de carro disparada ao lado do ouvido.
- Tempo sustentado: O Flamengo manteve o som acima de 90 decibéis por 88,3% do tempo em que a bola esteve rolando (faixa na qual é necessário gritar para ser ouvido em campo).
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Barulho da Nação dificultou comunicação em campo
A pressão sonora foi tão intensa que afetou diretamente a comunicação entre os jogadores. Um exemplo disso foi o goleiro Rossi, que enfrentou dificuldades para orientar a defesa durante a partida. "No aquecimento, já dava para sentir uma vibração diferente. (…) Me chamou muito a atenção o grito de ‘vamos, Flamengo!’. Ali, da beira do campo, é diferente. A atmosfera é absurda. Dá para ver que os jogadores sentem essa energia", comentou Lucas Ribeiro, repórter responsável pela medição no Maracanã.
Acústica do Maracanã
O estudo também ressaltou a influência da acústica dos estádios. Locais como o Maracanã, Mineirão e Castelão funcionaram como verdadeiras caixas de ressonância. Em contraste, o Morumbi obteve resultados decepcionantes. O São Paulo, que havia se destacado na edição de 2024, registrou um dos piores índices na nova metodologia de avaliação aplicada em 2025. O estádio tricolor ficou acima de 90 decibéis apenas 1,6% do tempo, o menor índice da pesquisa, evidenciando a distância entre a arquibancada e o campo. O Santos também apresentou um desempenho geral insatisfatório.
Dessa forma, a pesquisa não apenas destacou a força da torcida do Flamengo, mas também evidenciou as limitações de outros estádios em termos de acústica e a capacidade de gerar um ambiente propício para que a pressão sonora alcance níveis significativos.

