Encontro entre Zico e Júlio César
O encontro entre Zico e Júlio César no programa "Resenha do Galinho" trouxe à tona uma narrativa dos bastidores que envolve gratidão, cobrança e uma pitada de "vingança" esportiva. Zico, considerado o maior ídolo da história do Flamengo, compartilhou, em um tom bem-humorado, que o ex-goleiro quase provocou sua demissão quando os dois atuaram em lados opostos no futebol europeu.
O confronto no futebol europeu
Na ocasião mencionada, Zico era o treinador do Fenerbahçe e estava em busca de um bom resultado, mas se deparou com um Júlio César em uma performance excepcional, defendendo pela Inter de Milão. O Galinho, como é carinhosamente chamado, relembrou que o goleiro "pegou tudo" naquela partida, frustrando todas as chances de vitória de sua equipe.
Zico, em tom de brincadeira, declarou: "O Júlio quase me demitiu como técnico, me perturbou… Ele pegava tudo contra o meu time. Eu perguntei: ‘o que você tem contra mim, garoto?’".
Esporros na base e o impacto das faltas
A resposta de Júlio César a respeito de seu desempenho heroico contra Zico foi imediata: "era o esporro que tu me dava". Zico confirmou que, quando Júlio ainda era um jovem jogador em início de carreira na Gávea, recebia muitas broncas do Galinho, especialmente em relação ao seu posicionamento durante cobranças de falta.
Zico revelou que ficava extremamente irritado ao observar Júlio César tentando "adivinhar" o canto das batidas. O ídolo exigia que o goleiro garantisse o seu próprio lado, deixando o mérito para o batedor, caso a bola passasse por cima da barreira.
"Cada falta era um terror, meu irmão. Eu falava: não posso tomar no meu canto não, não vou sair daqui", recordou Júlio César sobre a pressão que enfrentava ao treinar com o maior batedor de faltas da história do futebol.
A aventura de Júlio César no ataque
Durante o programa, a resenha também trouxe à tona um episódio curioso que ocorreu em um jogo festivo no Peru. Naquela ocasião, sob o comando de Zico, Júlio César insistiu em jogar na linha. Apesar de 60 mil torcedores quererem vê-lo defendendo, Zico acabou cedendo ao pedido do goleiro, o que quase gerou uma revolta nas arquibancadas.
O experimento não durou muito tempo: Júlio César foi vaiado pela torcida, que desejava vê-lo como goleiro, e o zagueiro Materazzi assumiu a posição de goleiro, o que bagunçou a estratégia idealizada por Zico. O "queixo", como é carinhosamente chamado por Neymar, teve que rapidamente retornar à sua posição original, a fim de acalmar os ânimos da torcida.
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