Edílson Capetinha e Suas Memórias no Flamengo
Em uma participação hilária e repleta de memórias no "Charla Podcast", Edílson Capetinha abriu o baú de histórias sobre sua passagem pelo Flamengo, especialmente sobre a complexa relação que teve com Dejan Petkovic, seu companheiro de clube entre os anos de 2000 e 2001.
Rivalidade e Personalidades Fortes
Entre contos e risadas, Edílson detalhou as frequentes desavenças que teve com o sérvio, admitindo que a maioria dos conflitos surgia devido à forte personalidade de ambos os jogadores. "Não sei como é que eu briguei com o Petkovic, velho. Cara, eu já tive tantas brigas com o Pet, assim, coisas absurdas. De vaidade mesmo", confessou Capetinha. As disputas entre eles variavam de detalhes, como quem usaria a camisa número 10, até lances de jogo em campo.
Edílson relembrou um jogo da primeira fase da Copa Mercosul de 2000, que terminou com uma vitória do Flamengo por 4 a 0 sobre a Universidad de Chile. Nesse jogo, sua individualidade se destacou de forma marcante: "Tem uma bola que eu entro sozinho, um goleiro, e ele tá do lado. Aí eu faço o que vou dar pra ele, faço o que vou driblar o goleiro. Driblei o goleiro e fiz o gol de esquerda, e ele ficou assim, ó [mão na cintura]. A treta começa aí. Ele também era um cara de personalidade", destacou Edílson.
No entanto, o ex-atacante fez questão de ressaltar que, quando o ego dava lugar ao futebol, a dupla se tornava imparável. "E quando a gente estava bem dentro de campo, esquece, velho. Eu e ele, a gente se completava muito, eu fiz muitos gols com o passe dele", contou Edílson.
O Tricampeonato e a Atualidade do Futebol
O ponto alto da entrevista foi a lembrança da histórica final do Campeonato Carioca de 2001, que ocorreu contra o Vasco e que selou o tricampeonato do Flamengo. Edílson, que teve uma atuação de gala na partida, não perdeu a chance de, em tom de brincadeira, reivindicar seu protagonismo. Ao ser lembrado pelos apresentadores sobre sua grande atuação, Edílson disparou uma "reclamação" bem-humorada que provocou risadas no estúdio: "Eu fiz dois gols e ainda sofri a falta. E ele levou a fama, filho da p…! Fez o gol do Petkovic. É o gol do Pet. A galera comemora… É, vai tomar no c… o gol do Pet, ô c…", brincou o Capetinha.
Detalhes do Gol e a Interferência dos Adversários
Edílson, então, revelou um detalhe crucial sobre o lance da falta que Petkovic converteria aos 43 minutos do segundo tempo. Segundo ele, os próprios jogadores do Vasco "ajudaram" na marcação da infração. "Detalhe, que ninguém sabe. Eu sofro a falta, mas eu consigo jogar a bola pro Jorginho. O Jorginho entra na disputa de bola, assim, velocidade. Aí o Fabiano [jogador do Vasco], ele dá um biquinho na bola… Dá um biquinho pra escanteio", explicou.
O árbitro, conforme Edílson, ficou em dúvida sobre qual infração marcar: a falta sofrida por ele ou o escanteio que se originou na sequência. Foi nesse momento que os adversários intervieram. "O juiz ficou na dúvida se era melhor a falta ou o escanteio. […] Eles [jogadores do Vasco] não queriam que fosse escanteio. Pra eles, era mais perigoso do que a falta", revelou Edílson.
A escolha dos jogadores do Vasco quanto à marcação da falta se deu em função da performance de Petkovic durante o jogo em cobranças de falta. "Até porque o Pet, naquele dia, tava uma negação na falta", afirmou Edílson. "Os caras do Vasco brigaram com o juiz pra dar falta." O resultado, como a Nação Rubro-Negra jamais esquecerá, foi o oposto do que os rivais esperavam: "O gringo vai e faz o gol de falta."
Conclusão
As histórias contadas por Edílson Capetinha no "Charla Podcast" trazem à tona momentos marcantes de sua carreira no Flamengo, além de refletir sobre a dinâmica entre ele e Petkovic, que, apesar das divergências, resultou em uma parceria de sucesso em campo.
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