Flamengo avança para a final da Libertadores
O Flamengo superou o Racing e garantiu sua presença em mais uma final da Copa Libertadores. A partida, realizada na noite desta quarta-feira, 29 de outubro, em Avellaneda, foi marcada por tensão e competitividade. O jogo ocorreu um dia após a celebração de São Judas Tadeu e do Dia do Flamenguista, e o Mengão enfrentou uma expulsão controversa, mas conseguiu assegurar a vaga para disputar o tetracampeonato.
Pressão no início e controle do Flamengo
A pressão inicial do El Cilindro não intimidou o Flamengo, que impôs suas características de controle durante a maior parte do primeiro tempo. Com uma troca de passes eficiente e boa mobilidade, a equipe carioca criou oportunidades claras para abrir o placar, especialmente com Arrascaeta e Varela. No entanto, o goleiro Cambeses se destacou e evitou que os gols acontecessem.
Se Cambeses foi fundamental para o Racing, o goleiro Rossi também teve um papel crucial, realizando uma grande defesa em um cabeceio de Conechny. A equipe argentina aumentou o volume de jogo aos 30 minutos, e a estratégia de ligações diretas começou a mostrar resultados. Nos minutos finais da primeira etapa, o Racing dominou a posse de bola, mas o equilíbrio da partida se refletiu no placar, que permaneceu em 0 a 0.
Expulsão controversa e reação do Flamengo
No segundo tempo, a situação do Flamengo se complicou aos 10 minutos, quando Gonzalo Plata foi expulso após um incidente com Marcos Rojo. O atacante do Flamengo, que já estava no chão, deu um tapa no zagueiro rival, que tentava levantá-lo. O árbitro Piero Maza interpretou o lance como uma agressão e mostrou um cartão vermelho, uma decisão que gerou polêmica, já que muitos consideraram a expulsão excessiva. A análise do VAR não recomendou a revisão da jogada.
Com um jogador a menos, o time rubro-negro optou por se retrancar em uma linha de cinco defensores, buscando, quando possível, explorar contra-ataques com Bruno Henrique. Contudo, a realidade se mostrou de intensa tensão até o fim do jogo, com Rossi realizando mais defesas nos momentos finais e o Flamengo mostrando resiliência e garra no El Cilindro.
O desenrolar da partida
A partida começou de forma movimentada no El Cilindro, onde o Flamengo demonstrou que não se deixaria levar pela vantagem do empate. O Rubro-Negro controlou a posse de bola e chegou ao ataque por meio de passes rápidos, aproveitando a mobilidade de Carrascal, Arrascaeta, Luiz Araújo e Plata.
O meia colombiano Carrascal foi responsável pela primeira finalização, que saiu pela linha de fundo, seguida por um chute de Luiz Araújo de fora da área, cinco minutos depois. O Racing respondeu com um lance perigoso, aproveitando uma ligação direta e um rebote que culminou em um cabeceio de Conechny, mas Rossi fez uma defesa impressionante.
O Flamengo dominou consideravelmente entre os 12 e os 25 minutos iniciais. Varela teve uma oportunidade clara, que foi defendida por Cambeses, e Luiz Araújo voltou a ameaçar com um chute de fora da área. No entanto, Arrascaeta teve a melhor chance do primeiro tempo, ao realizar uma bela jogada individual pelo centro do campo e ficar cara a cara com o goleiro adversário. O chute de perna esquerda do uruguaio, porém, foi interceptado por Cambeses, que conseguiu desviar a bola para a lateral.
Esse lance foi o mais significativo do Flamengo na primeira parte da partida e também o último antes do Racing aumentar a pressão. Os argentinos conseguiram avançar suas linhas, enquanto o Flamengo pareceu aceitar a pressão, montando uma linha de cinco defensores, com Luiz Araújo fechando pelo lado direito e uma linha de quatro à frente.
Com o volume ofensivo elevado, o Racing passou a dominar a estratégia de brigar pela segunda bola após as ligações diretas. Isso levou a um aumento de lances ao redor da área rubro-negra e dificultou a aplicação do estilo de jogo do Flamengo. Assim, a primeira etapa, marcada por disputas acirradas e equilíbrio, terminou sem que nenhuma das equipes conseguisse balançar as redes.
Segundo tempo: defesa e resistência
No segundo tempo, após a expulsão de Gonzalo Plata, Filipe fez duas substituições: Danilo entrou no lugar de Carrascal e Bruno Henrique assumiu a vaga de Arrascaeta. A formação do Flamengo passou a ser um 5-3-1, com Luiz Araújo integrando o meio de campo ao lado de Jorginho e Pulgar, enquanto Bruno Henrique foi posicionado como o homem mais avançado.
A dinâmica do jogo se alterou, e o Flamengo se viu em uma situação defensiva, defendendo-se contra os ataques do Racing, que passou a acumular escanteios. Bruno Henrique foi obrigado a recuar, dificultando a realização de qualquer contra-ataque. Apesar da pressão constante, o tempo começou a correr a favor do Flamengo.
Entretanto, o passar do tempo não garantiu tranquilidade. Rossi teve que aparecer novamente para salvar o Flamengo em uma finalização de Colombo aos 92 minutos. O chute, que desviou no meio do caminho, exigiu grande reflexo do goleiro argentino, que conseguiu evitar o gol e manteve a classificação do Flamengo.
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